Operação investiga advogados suspeitos de ajudar em invasão de sistemas do CNJ para liberação de presos de alta periculosidade



Por Rota Araguaia em 13/02/2025 às 14:19 hs

Operação investiga advogados suspeitos de ajudar em invasão de sistemas do CNJ para liberação de presos de alta periculosidade
Divulgação/CNJ

Redação

A Polícia Federal deflagrou a Operação Data Change para investigar um grupo criminoso suspeito de acessar ilegalmente os sistemas de execução penal e de mandados de prisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Goiânia.

De acordo com a PF, os suspeitos alteravam informações sobre penas e inseriam documentos falsos para antecipar a progressão de regime de detentos. O esquema beneficiava presos condenados a mais de 60 anos de prisão e integrantes de facções criminosas, permitindo que passassem do regime fechado para o semiaberto antes do prazo legal.

Após a liberação irregular, os condenados rompiam a tornozeleira eletrônica. Mandados também foram cumpridos contra advogados suspeitos de envolvimento no esquema.

A Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Goiás (OAB-GO) informou, em nota, que acompanha a operação para resguardar as prerrogativas profissionais e fiscalizar o cumprimento dos preceitos éticos da advocacia.

As irregularidades foram identificadas pelo próprio CNJ, que acionou a PF e adotou medidas para reforçar a segurança dos sistemas. Até o momento, foram encontrados indícios de fraude em 15 processos, segundo a corporação.

Nota da OAB:

A Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Goiás (OAB-GO), por meio do Sistema de Defesa das Prerrogativas (SDP), acompanha, nesta quinta-feira (13 de fevereiro), a Operação Data Change, que envolve, supostamente, advogados. A Seccional esclarece que apura todas as infrações que chegam ao seu conhecimento, tomando as medidas cabíveis para defender a dignidade da advocacia, sempre respeitando o amplo direito de defesa e o contraditório.

A OAB-GO reforça que esse acompanhamento visa resguardar as prerrogativas profissionais e fiscalizar o cumprimento dos preceitos éticos da advocacia. Por fim, informa que não comenta eventuais prisões ou condenações de seus inscritos.



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